Dólar americano
As negociações nos mercados de ações mundiais tiveram uma queda nesta terça e quarta-feira, devido ao desapontamento dos investidores com os resultados da reunião de cúpula entre Alemanha e França, assim como após o lançamento das estatísticas macroeconômicas desfavoráveis na zona do euro e dos EUA. No mercado imobiliário americano ainda se observa uma recessão, segundo publicado ontem pelo Ministério do Comércio. A quantidade de novas construções tiveram uma queda de 1,5% para 604 mil unidades em uma base anualizada de 613 mil em junho. O número de licenças de construção, que é um indicador da atividade futura no setor também caiu 3,2% em julho. O volume de produção industrial, no entanto, inesperadamente superou as expectativas, com crescimento de 0,9% em julho, depois de subir 0,4% no mês anterior. Os dados sobre as alterações no índice dos preços ao produtor será publicado hoje. Estima-se que o índice de base, que exclui preços de alimentos relativamente mais voláteis e os preços dos combustíveis, caiu em julho de 2,4% para 2,3%. Em condições de desaceleração econômica, o chefe do Federal Reserve Bank de St. Louis, Bullard, disse que a promessa do banco central de manter as taxas próximas de zero até meados de 2013 não significa a promessa do terceiro programa de flexibilização quantitativa. "Provavelmente, o ritmo de crescimento econômico nos EUA vai manter-se moderado na segunda metade do ano", Bullard disse ontem em entrevista, conforme relatado pela Bloomberg. "Se a taxa de crescimento for substancialmente mais fraco do que esperamos, poderemos tomar medidas adicionais, especialmente quando se trata sobre o risco de deflação". O dólar se valorizou um pouco em relação às moedas de maior liquidez hoje, exceto o iene e a libra esterlina. O pregão asiático de hoje foi relativamente tranquilo.
Euro
Ontem o euro enfraqueceu um pouco contra o dólar americano assim que a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Sarkozy, rejeitaram a possibilidade de expansão da Fundação Europeia para a estabilidade financeira em 440 bilhões de euros, e também houvem críticas sobre a emissão de títulos conjuntos na zona do euro, assim como, de acordo com os dois líderes, é preciso uma maior interação econômica. Após as conversas, é proposto realizar reuniões mais freqüentes para melhor coordenação da política fiscal e tributária. "É claro que para que isso funcione, deve haver uma cooperação nas finanças e na política econômica", disse a chanceler alemã em um encontro com jornalistas. "Poderíamos pensar na emissão de títulos na zona euro, mas na fase final do processo de integração europeia, e não no início", disse Sarkozy. A moeda não encontrou apoio mesmo depois dos dados sobre o crescimento do PIB na zona do euro, que foi publicado ontem. A inesperada desaceleração acentuada do crescimento econômico aumentou o risco de uma nova recessão, o que poderia fazer com que o BCE ader o aumento das taxas de juro este ano. O crescimento do PIB na zona euro caiu de 2,5% para 1,7% em termos anuais, depois de ter subido 0,2% no segundo trimestre, que foi o pior resultado desde 2009. Ontem o EUR/USD caiu de 1,4471 para níveis abaixo de 1,4400.
Libra esterlina
A libra se reforçou em relação às moedas de maior liquidez, após os dados sobre a dinâmica do índice de preços ao consumidor no Reino Unido, que subiu inesperadamente em julho para 4,4% de 4,2% no mês anterior, enquanto os economistas previam um crescimento para 4,3%. O índice de base, que exclui alguns itens voláteis, também subiu para 3,1% de 3%, reduzindo a probabilidade de que o banco central prossiga com os programas para estimular a economia. O par GBP/USD subiu pelo quarto dia consecutivo e, ontem, atingiu seu máximo desde junho desde ano em 1,6476.